Projeto que cria o Programa Juventude Digital recebe emendas e volta às Comissões

O projeto é estruturado nos eixos Juventude Digital Ensino Fundamental, Juventude Digital Mercado e Juventude Digital Games.

A inserção dos jovens no mercado de trabalho passa por uma série de barreiras, dentre elas a falta de experiência e qualificação, muitas vezes impostas pela realidade social ao que estão inseridos. Essa problemática vem sendo pautada pelos vereadores na apreciação do Projeto de Lei Ordinária nº 537/2021, de autoria do Executivo, que institui como política pública permanente o Programa Juventude Digital. A matéria foi lida na sessão ordinária desta quinta-feira, 16, e encaminhada às Comissões para análise de emendas.

O Programa Juventude Digital busca capacitar os jovens da Capital em competências tecnológicas demandadas pelo mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), de forma a potencializar as oportunidades de emprego e renda para esse público. A iniciativa terá como foco prioritário os alunos da rede pública municipal de ensino.

A formação digital, conforme o Executivo se dá diante da escassez de profissionais no setor tecnológico, que tem se mostrado extremamente aquecido. Em justificativa do projeto, a gestão aponta portanto a necessidade da formulação de políticas públicas, que proporcionem a inclusão digital e produtiva de jovens para que se conectem com as oportunidades de emprego ofertadas pelo mercado de trabalho na área de tecnologia.

Segundo o líder do governo, vereador Gardel Rolim (PDT), o projeto tem um cunho social extremamente importante, que vai impactar a vida e o futuro de milhares de jovens de Fortaleza. “É um programa que visa incluir os alunos da rede pública dentro de um mundo novo, que é o da tecnologia, muitas vezes excludente, já que falta acesso à internet e equipamentos. E a expectativa é que nesses quatro anos da gestão do prefeito Sarto, 40 mil jovens sejam formados e inseridos no mercado de trabalho da tecnologia”, apontou.

Em discussão da matéria mais cedo na Comissão Conjunta de Constituição, Educação e Cultura, o vereador Júlio Brizzi (PDT) defendeu a priorização dos jovens que estão inseridos em bairros com baixo IDH no programa. O parlamentar também apontou a importância da ampliação do público alvo, contemplando também os jovens que fazem uso dos equipamentos culturais da cidade, como a Rede Cuca. Júlio relatou que pretende dar a sua contribuição à matéria apresentando emendas no sentido de garantir o acesso ao Juventude Digital a um maior número de jovens e também para que a Prefeitura possa disponibilizar bolsas e equipamentos aos que precisam.

A vereadora Adriana Nossa Cara (PSOL) apontou também a necessidade da priorização das crianças e jovens negros no programa, fazendo referência ao Estatuto Municipal da Igualdade Racial. “Queremos que eles tenham garantido a formação para se tornarem mais qualificados e terem acesso a melhores oportunidades no mercado de trabalho”, defendeu a parlamentar.

Trâmite – A matéria teve o parecer aprovado no inicio da manhã em reunião da Comissão Conjunta de Constituição, Educação e Cultura e encaminhado ao Plenário. Entrou extra pauta na sessão ordinária e foi lida na Ordem do Dia. Por conter emendas a proposta voltou para as Comissões para que seja analisada. Após essa deliberação, o projeto será votado em plenário discussão única e posteriormente em redação final.

Juventude Digital

Estruturado nos eixos Juventude Digital Ensino Fundamental, Juventude Digital Mercado e Juventude Digital Games, o programa iniciará em caráter opcional no contraturno, proporcionando o desenvolvimento inicial de competências técnicas na área de TIC; em seguida com a oferta de um curso completo, tendo como foco a geração de emprego e renda tendo o aluno a opção de escolher a capacitação na área de jogos digitais.

O programa será coordenado pela Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (CITINOVA), a Secretaria Municipal da Educação (SME), a Coordenadoria Especial de Politicas Públicas de Juventude e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Para execução do programa, poderão ser firmadas parcerias com o setor privado e com organizações do terceiro setor para o desenvolvimento das ações e o alcance dos objetivos do Programa.

Foto: Érika Fonseca
CMF