Militares e PSL disputam sucessão de Bebianno no governo Bolsonaro

A iminente queda do ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) –diante do agravamento da crise sobre as candidaturas laranjas, reveladas pela Folha de S.Paulo – abriu nos bastidores do governo uma disputa sobre o futuro da pasta.

Almejam o comando do ministério, localizado no privilegiado quarto andar do Palácio do Planalto, militares e quadros do PSL. O partido do presidente Jair Bolsonaro defende que é necessário manter a representatividade das atuais duas pastas no governo.

O PSL tem dois representantes: Bebianno na Secretaria-Geral e no Turismo, Marcelo Alvaro Antonio. Ambos envolvidos na crise do esquema de candidaturas laranjas para desvio de verba pública eleitoral nas eleições passadas, período em que o PSL era presidido por Bebianno.

Há ainda a possibilidade de o presidente Bolsonaro extinguir a Secretaria-Geral, que ficou esvaziada depois que ele removeu de sua estrutura a Secom (Secretaria de Comunicação Social) e o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos), que foram para a Secretaria de Governo.

Peixoto
Na frente militar, o favorito para assumir o lugar de Bebianno é o general Floriano Peixoto, hoje secretário-executivo do ministério. A ideia é que, confirmada a demissão do titular, prevista para esta segunda-feira (18), ele passe a ocupar interinamente a função. Peixoto é general da reserva do Exército e foi comandante da missão no Haiti. Chegou a ser indicado por Bebianno para assumir a Secom durante o governo de transição, mas teve seus planos frustrados quando Bolsonaro retirou a secretaria da pasta.

À época, o militar chegou a fazer um pente-fino nos contratos de publicidade do governo, promessa de campanha do presidente. Além dele, um outro militar da reserva está na lista de possíveis ocupantes do cargo, o general Maynard Marques de Santa Rosa, que hoje ocupa a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) do ministério.

Mourão
Aliados do vice-presidente, general Hamilton Mourão, defendem, por exemplo, que seja ele o novo chefe da Secretaria-Geral. Mourão já disse em entrevistas que gostaria de ter uma função administrativa no governo.

PSL
Entre essas possibilidades, a indicação do PSL é vista como a menos provável. Há um temor de que as suspeitas envolvendo repasses de verbas públicas a candidatos de Minas Gerais e Pernambuco sejam encontradas em outros estados do país e a crise se espalhe ainda mais pelo governo. Como revelou a Folha em 4 de fevereiro, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, patrocinou um esquema de candidaturas de fachada em Minas, que também receberam recursos volumosos do fundo eleitoral do PSL nacional e que tiveram votações pífias. Parte do gasto que elas declararam foi para empresas com ligação com o gabinete de Álvaro Antônio na Câmara.

Com informações da Folha

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