Intenção de consumo volta a recuar em junho

Em continuidade ao movimento oscilatório observado em abril, quando caiu 1,3%, – primeira queda de 2018, que interrompeu a alta observada em seis meses consecutivos, desde setembro de 2017 – a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou nova queda em junho.

O indicador mensal recuou 0,5%, anulando a alta anterior de 0,2% em maio, embora o índice esteja 12,4% melhor que há um ano – em pontos, o ICF passou de 77,1 (junho de 2017) para os atuais 86,7 pontos. Conforme o estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado, ontem, “as incertezas da economia em maio influenciaram a queda do ICF no curto prazo, deixando os consumidores mais cautelosos com relação aos seus dispêndios”.

Por regiões, as variações foram divergentes, com altas apenas no Norte (3,9%) e Nordeste (3,2%). As demais apresentaram menor confiança, liderado pelo Sudeste (-2,7%), Sul (-1,5%), seguido pelo Centro-Oeste (-0,8%). Em pontos, Norte, Centro-Oeste e Sul são as mais confiantes em relação ao Emprego Atual (141,7, 138,9 e 112,9 pontos, respectivamente), com variações mensais de 2,1%, -0,6% e 0,4%, na ordem respectiva. Nessa análise, a região Nordeste teve a maior alta (4,4%), enquanto o Sudeste a maior queda (-1,3%), contabilizando 108,2 e 105 pontos, respectivamente – embora ainda acima da zona de indiferença (100 pontos).

Destaques
Na passagem mensal, dos sete subitens do índice geral cinco recuaram sobre maio. A perspectiva de consumo foi o destaque, cuja retração observada foi de -2,5% – embora na variação anual tivesse revelado 20,5% de alta. Dentre os outros indicadores que também influenciaram negativamente no ICF de maio estão a perspectiva profissional (-0,4%), compra a prazo (-0,3%) e consumo atual (-0,1%). No período, os crescimentos foram registrados apenas em dois subitens, como é o caso de emprego atual (0,5%) e renda atual (0,2%).

O Momento para Duráveis foi o segundo destaque entre as quedas em junho (-1,1%), refletindo a menor disposição das famílias em adquirir produtos que venham a comprometer o orçamento com compras parceladas – embora a intenção esteja 17,5% melhor que igual período de 2017. A maioria delas (64,9%) entendeu que o momento não é bom para adquirir produtos duráveis. Por corte de renda, as famílias com renda acima de 10 salários mínimos apresentaram queda de 1,5% nesse quesito, na comparação mensal, acompanhadas por aquelas com renda menor (-0,9%).
Enquanto isso, o componente Emprego Atual registrou a maior pontuação (113,4), sendo 5,8% melhor que maio de 2017, após alta de 0,5% sobre maio. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 33,9%, levemente acima do patamar anterior (33,4%).

Fonte: O Estado CE.

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