Fiocruz deve iniciar produção em larga escala da vacina da Oxford/AstraZeneca

O novo calendário prevê que até abril sejam disponibilizadas 30 milhões de doses e até o meio do ano 100 milhões.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê iniciar a produção em larga escala da vacina contra a Covid-19 da Oxford/AstraZeneca. O imunizante teve aprovação quanto a estabilidade e consistência, o que facilita sua produção. A previsão é que até o final de março, o Laboratório entregue cerca de 3,8 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Anteriormente o Governo previa a produção de 15 milhões, mas devido a problemas com o equipamento que lacra os frascos o volume foi reduzido. O equipamento já foi consertado e a produção em larga escala já pode ser iniciada.

O novo calendário prevê que até abril sejam disponibilizadas 30 milhões de doses e até o meio do ano 100 milhões, que serão utilizadas no Programa Nacional de Imunização (PNI), coordenado do governo federal. O resultado dos testes traz alivio as autoridades de saúde, já que qualquer falha poderia retardar ainda mais a produção, o que causaria sérios prejuízos aos planos do Governo e aos sistemas de saúde em todo o país, em meio a segunda onda de Covid-19, mais agressiva do que a primeira.

Os testes consistem em verificar, por exemplo, se nenhum frasco sai da máquina contaminado. Também avalia se cada frasco recebe o volume correto do imunizante, e se o ambiente, a temperatura, a umidade e a pressão estão adequados quando a vacina é fabricada. Essa verificação é feita em três produções seguidas. O primeiro lote de um milhão de vacina, que passou nos testes principais, já deverá ser comercializado. A produção deve começar com volume de 600 mil a 700 mil doses diárias, sendo acelerada até que atinja a capacidade de 1,2 milhão de doses por dia.

14 milhões de doses

O governo federal informou nesta segunda-feira (8) que a farmacêutica norte-americana Pfizer vai entregar ao Brasil 14 milhões de doses da sua vacina contra Covid-19 até junho deste ano.

O assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo, explicou que o contrato com a farmacêutica previa a entrega 99 milhões de doses este ano, sendo 2 milhões em maio, 7 milhões em junho e o restante no segundo semestre. Segundo ele, a Pfizer se comprometeu a antecipar 5 milhões de doses, a serem entregues entre maio e junho – totalizando 14 milhões de doses no primeiro semestre.

Além disso, a entrega de cerca de 60 milhões de doses da vacina estava concentrada no último trimestre do ano, mas, de acordo com Soligo, também haverá um esforço para antecipar esses lotes para o terceiro trimestre. A vacina da Pfizer teve seu registro definitivo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês passado.

Outra frente está sendo realizada junto a Janssen (braço da Johnson & Johnson). O presidente Bolsonaro vai se reunir com representantes da empresa para tratar da aquisição de 30 milhões de doses de vacina contra Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, estados e municípios já receberam 20 milhões de doses para vacinação da população contra a doença que já matou mais de 265,4 mil pessoas no país.

Atualmente estão aprovadas no Brasil as vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac; e a vacina Covishield, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca. Até o final de março, mais 31,8 milhões de doses estarão disponíveis: 25 milhões da Coronavac e 6,8 milhões da Covishield.  Nos próximos 60 dias, a previsão é que o Brasil passe a aplicar 1 milhão de doses [diárias] e, a partir de maio, no mínimo 1,5 milhão de doses por dia.

Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

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