Doadores são homenageados em comemoração aos 35 anos do Hemoce

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), da rede pública do Governo do Ceará, completa 35 anos de atendimento à população nesta sexta-feira, 23. A partir das 9 horas, no auditório do Hemoce, será realizada uma solenidade em comemoração à data e ao Dia Nacional do Doador de Sangue, que é celebrado neste domingo, 25. A solenidade homenageará doadores e parceiros que se destacaram no incentivo à doação de sangue em três categorias: Organização Cidadão, Troféu Hemocinho e Destaque na Doação de Sangue.

A categoria “Troféu Hemocinho” tem como objetivo reconhecer parceiros que ajudaram a promover a doação de sangue. Este ano, três pessoas receberão os troféus. No critério “Organização Cidadã”, nove empresas serão reconhecidas pela organização de coletas de sangue. No “Destaque Doação de Sangue” as medalhas serão entregues a cinco voluntários, entre eles, um doador com maior número de doações no ano e o mais jovem. “Para manter o serviço transfusional, o Hemoce depende da solidariedade da população. E nesses 35 anos de atendimento, nós contamos com o apoio de doadores e parceiros que estão sempre presentes nessa corrente do bem que ajuda a salvar vidas. Então, nessa data de comemoração, a gente antes de tudo agradece a todos vocês e aos profissionais que ajudam a construir a história do Hemoce”, decalra Nágela Lima, coordenadora da captação de doadores do Hemoce.

 

35 anos

O Hemoce iniciou as atividades como hemocentro público do Ceará em 23 de novembro de 1983 e hoje atende a demanda transfusional de pacientes em mais de 450 unidades de saúde no estado, ajudando a salvar vidas de pacientes que necessitam de transfusão de sangue para sobreviver. No Ceará, o Hemoce é responsável pelo cadastro de doador de medula óssea, que pode ser feito em todos os postos de coleta em Fortaleza e no interior e a população ainda conta com o ambulatório de coagulopatias e hemoglobinopatias, referência no atendimento a pessoas com hemofilia e doença de von Willebrand.

 

Ampliação do atendimento

A partir da década de 90, foram inaugurados os Hemocentros Regionais que recebem os doadores para coleta de sangue, realizam cadastro de medula óssea e oferecem atendimento ambulatorial a pacientes. Cada hemocentro é responsável pela realização do atendimento a doadores e pacientes em sua área de cobertura, de forma estruturada e organizada para atender toda a população no território estadual. Atualmente, o Hemoce conta com unidades em Quixadá, Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu e Sobral.

 

Banco de doadores raros

Desde 2014, o Hemoce conta com um banco de doadores raros. São cerca de 80 pessoas cadastradas, que apresentam fenótipos sanguíneos raríssimos, como por exemplo, o Bombay. Na Índia, a prevalência desse fenótipo é de um a cada 10 mil e na Europa, um a cada um milhão. O Hemoce já enviou hemocomponentes raros para quatro estados brasileiros e o Distrito Federal. O caso mais recente foi para um paciente em Brasília, no início de novembro deste ano. Em 2017, o Hemoce foi o primeiro hemocentro do Brasil a enviar sangue raro para outro país.

 

Cadastrode medula óssea

Atualmente são cerca de 184 mil pessoas cadastradas pelo Hemoce no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O Ceará é o estado da região Norte e Nordeste com maior número de pessoas cadastradas. O Hemoce também coleta células para transplante de medula alogênico não aparentado, em pacientes de outros estados e países. Desde 2012, foram feitas 52 coletas, sendo 29 para transplante de medula óssea em outros estados e 23 em outros países (Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Canadá, Argentina, Holanda e Turquia).

 

Transplante de medula óssea

O Hemoce realiza transplante de medula óssea nos pacientes cearenses, em parceria com Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), desde 2008. Nos últimos dez anos, houve 427 transplantes de medula óssea, sendo 329 autólogo, 78 alogênicos aparentados, 14 alogênicos não aparentados e 6 haploidentico no Ceará, por meio dessa parceria. O transplante autólogo é quando acontece o auto-transplante e as células saudáveis da medula são reinfundidas no paciente para que ele possa ser submetido à quimioterapia. No transplante alogênico aparentado são utilizadas as células de parente do paciente; no não aparentado, a medula óssea vem de um doador do banco. No haploidêntico, o transplante acontece com a medula de parente de primeiro grau como pai ou irmão do paciente.

 

Certificação internacional

Ao longo desses 35 anos, o Hemoce ampliou serviços e atendimento aos cearenses e hoje se destaca como uma instituição de qualidade e excelência, certificado pelo ISO 9001, padrão de avaliação dos sistemas de gestão da qualidade de produtos e serviços no mundo. “O Hemoce agradece a todos os doadores, pacientes, profissionais e parceiros que fazem parte dessa história e ajudam a salvar vidas no Ceará e no mundo”, diz Luciana Carlos, diretora-geral do Hemoce.

Fonte: ceara.gov.br

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