Derrota de Tomás Figueiredo após quatro anos revela insatisfação dos quiterienses com sua administração

O povo bota, o povo tira”. Esse ditado popular é comumente utilizado para citar a avaliação daqueles que tiveram uma administração aquém do esperado, que não satisfez aos anseios do povo e então, optam por um novo projeto administrativo. O fechamento das urnas em Santa Quitéria, indicando a vitória de Braguinha por uma diferença de 693 votos, também representa a insatisfação com os quatros anos da gestão de Tomás Figueiredo.

Indiscutível favorito na maioria das pesquisas internas, a derrota do atual gestor foi um choque para maioria dos eleitores e não diferente, para ele também, que assistia em sua casa com correligionários através do A Voz de Santa Quitéria a apuração e o anúncio do novo prefeito eleito. Quem no local estava conta que, a cada parcial, sentia um Tomás apático e surpreso, lamentando não poder ter feito a sua campanha.

Tomás e Braguinha assistindo as apurações

Os sentimentos do que hoje aconteceu, basta se remeter as duas últimas eleições. Quanto a vitória, devolve-se à Braguinha a esperança e a expectativa de uma nova condução, assim como foi dada à Fabiano Lobo em 2012; já em relação à derrota, assemelha-se à 2016, quando o mesmo povo, claramente descontente e com sede ao pote, tiraram de Fabiano e entregaram o poder ao então ex-prefeito. Só que ontem teve uma diferença: não estava tão publicamente o sentimento de reprovação.

Oito anos depois, Tomás volta a sentir o sabor amargo da derrota, provando do dissabor na cadeira de prefeito. Uma administração em que não pode negar as suas ações e avanços em determinadas áreas, no entanto, deixou pontos a desejar e que passaram pelo crivo das urnas, com o manifesto da vontade popular.

Não negue-se também: a força de Tomás permanece expressiva, pois obteve 12.142 votos. Uma diferença apertada. Para ele, o momento agora é de descanso, mas sem deixar de acompanhar os passos do governo do seu ex-vice, pois a depender do desempenho deste, será determinante ou não para o retorno de seu grupo político em 2024. Recompor as perdas, reconhecer os erros e a partir de agora, pavimentar o acesso do grupo de transição do seu sucessor, neste curto período de pouco mais de um mês.

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