Cirilo Pimenta diz que vai preparar relatório e denunciar gestão de Clébio Pavone

O prefeito de Quixeramobim, no Sertão Central, Cirilo Pimenta (PDT), afirmou nessa terça-feira, 16, durante live em rede social, que a administração municipal está preparando um relatório e denunciará a gestão de Clébio Pavone, ex-chefe do Executivo Municipal por conta de “todo esse desmando que a Prefeitura viveu durante esses quatro anos”.

“Vamos entregar na Promotoria, na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE) para que as autoridades possam tomar conhecimento e tomar as providências sobre todo esse desmando que a Prefeitura de Quixeramobim viveu durante esses quatro anos e a situação que ela se encontra neste exato momento”, destacou o prefeito.

A declaração de Cirilo ocorreu após o atual gestor elencar uma série de dívidas deixadas pela gestão Pavone, com foco no débito que a Prefeitura acumulou com a Enel Distribuição Ceará – companhia de energia elétrica do Estado -, que resultou no corte do fornecimento do serviço no Paço Municipal e em outros cinco equipamentos públicos em razão do não pagamento.

“Tivemos um débito deixado pelo governo anterior de R$ 3,5 milhões, aproximadamente, entre a Prefeitura e o SAAE [com a Enel]. Nós procuramos a empresa para fazer um processo de negociação e ela solicitou 35% de entrada e um parcelamento em 7 prestações. Isso ficaria inviável para a Prefeitura pagar, essa entrada e as 7 prestações de aproximadamente R$ 300 e poucos mil reais, fora a conta do mês que se vence a cada dia 30”, explicou Pimenta.

Conforme Cirilo, a Enel não teve “paciência” e realizou o corte de energia. Contudo, a gestão permanece em negociação, “tentando aumentar o parcelamento”. O prefeito também afirmou que indagou a distribuidora sobre a dívida e o porquê da empresa ter deixado chegar a margem atual.

“Nós até reclamamos com a Enel, em como que eles deixaram ficar em R$ 3,5 milhões sem cortar? Por que não cortou, na época, para que pudesse ter sido logo paga uma parte dessa energia? E eles realmente não tiveram como nos responder essa pergunta. E esse é o resultado que nós estamos vendo aí”, explicou.

Demais dívidas

O pedetista destacou que, além do acúmulo da dívida com a Enel, a gestão de Clébio Pavone deixou um débito no Instituto de Previdência do Município (IPM). O total é de R$ 12 milhões: “Quebraram o IPM. Não ficou um tostão. Passaram quatro anos sem pagar o Instituto. Dos quatro anos, 3 anos e 6 meses não depositaram um tostão na conta, e alguns meses ainda receberam dos funcionários e não botaram no IPM.”

Cirilo elencou, ainda, que há um débito de R$ 17 milhões aos fornecedores do município, o atraso no pagamento dos aposentados, dos funcionários e dos alugueis.

“Tudo que na verdade existia de compromisso aqui na Prefeitura, nada ficou em dia, a não ser o salário de alguns, ficando a grande maioria atrasado”, enfatizou o prefeito.

Instituto Compartilha

O gestor municipal ainda comentou a situação do Instituto Compartilha, responsável pelo gerenciamento do Hospital Regional Dr. Pontes Neto e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Pagaram o mês de dezembro ao Instituto [Compartilha] e ele não pagou aos funcionários da Saúde que estão aí sem receber. O Instituto recebeu R$ 3,1 milhões da Prefeitura em dezembro e não pagaram a folha de R$ 1,5 milhão”, destacou.

Segundo Cirilo, a Prefeitura entrou com um pedido na Justiça para que “seja depositado na conta dos funcionários” o pagamento de janeiro, “para que eles recebam a sua remuneração na sua própria conta”. A previsão de pagamento, conforme o prefeito, é para esta “quarta ou quinta-feira” e contemplará os trabalhadores do Instituto Compartilha que fazem parte do quadro de funcionalismo do mês de janeiro de 2021.

Repórter Ceará (Foto: Ascom)