Chuvas casam transtornosos

A capital cearense amanheceu ontem (21) sob fortes precipitações de chuva, acompanhadas de raios e trovões. As chuvas, que surpreendeu os moradores da cidade, chegou a provocar diversos transtornos nas ruas de Fortaleza, incluindo alagamentos, semáforos sem funcionar, quedas de árvores e falhas elétricas.

Durante o dia, chegou a ser registrada a queda de um raio sobre trilhos de estações do metrô, o que acabou fazendo com que a circulação de trens fosse temporariamente paralisada. O funcionamento voltou ao normal por volta das 9h20min. Segundo a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), uma vez que a Linha Sul do metrô é movida a eletricidade, o trecho pode parar de funcionar, caso haja aumento na carga da fiação. Foram registrados alagamentos, além disso, nas avenidas Beira Mar, Murilo Borges (no bairro Luciano Cavalcante), José Bastos (Parangaba), Júlio Ventura (entre as ruas Ildefonso Albano e Barão de Aracati) e no cruzamento entre a Avenida Pontes Vieira e a Rua Visconde de Mauá (Dionísio Torres).

Outro ponto em que houve alagamento foi o Mercado Central, após um cano ter estourado, durante a manhã. O incidente, que aconteceu por volta das 8 horas, obrigou comerciantes a se mobilizarem para tirar a água dos corredores do local. Trata-se da segunda ocorrência do tipo, este ano, no mercado. A chuva chegou a derrubar árvores, também: uma delas na Rua Silva Jatahy, no bairro Meireles, outra na Rua Pereira Filgueiras, no Centro, e ainda outra na Avenida Lineu Machado, no Jóquei Clube.

Semáforos
A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) informou que, pelo menos, 17 semáforos ficaram apagados durante o dia, além de cinco que piscavam, também com defeito. Os problemas decorrem, segundo o órgão, de falhas na rede elétrica.

Foram registrados semáforos com funcionamento irregular em diversas partes da Cidade, incluindo as avenidas Francisco Sá, Imperador, Domingos Olímpio, Duque de Caxias, Desembargador Moreira, Heráclito Graça, Abolição, 13 de Maio, Aguanambi, Barão de Studart e Antônio Sales.
Além dos semáforos, o trânsito ficou comprometido em diversas áreas da cidade devido a alagamentos. Segundo a AMC, chegaram a ficar em situação mais crítica os seguintes pontos: Av. Desembargador Moreira com Rua Marcondes Pereira, Dionísio Torres; Avenida Pontes Vieira com Rua Visconde de Mauá, Dionísio Torres; Avenida Pontes Vieira com Rua Osvaldo Cruz, Dionísio Torres; Avenida Murilo Borges (no trecho entre as avenidas Raul Barbosa e Avenida Rogaciano Leite), Luciano Cavalcante; Avenida Júlio Ventura (entre as ruas Ildefonso Albano e Barão de Aracati), na Aldeota; Rua Carlos Vasconcelos com Rua Torres Câmara; e Avenida José Bastos (entre a Rua Ceará e Avenida Carneiro de Mendonça), Parangaba.

Funceme
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), o acumulado mais expressivo em Fortaleza chegou a registrar 54,6 milímetros de chuva. O meteorologista Raul Fritz explica que nuvens do tipo cumulonimbuns, que possuem grande desenvolvimento vertical e são conhecidas por nuvens de tempestade, formaram-se devido à atuação de um fenômeno chamado vórtice ciclônico de altos níveis (Vcan), cujo centro está localizado a Leste da Região Nordeste. “A banda [de nuvens] oeste do Vcan formou uma linha de nuvens de chuva que alcançou municípios do Ceará, desde o centro do Estado até a Região Metropolitana de Fortaleza”, comenta.

Foi observado, ainda, que o Ceará foi atingido por raios em diversas regiões, incluindo a área de Fortaleza. O registro se deu por meio da Starnet, rede internacional de detecção de descargas elétricas atmosféricas coordenada pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto Meteorológico de Tempestades (Storm-T) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).

Conforme levantamento do Climatempo, desde a meia-noite foram registrados 105 raios na Capital. No Estado inteiro, o número chegou a 5.196 descargas elétricas atmosféricas. “Nuvens muito desenvolvidas verticalmente, ou seja, de grande altura desde a sua base até o topo, tais como os cumulonimbus, podem vir a ficar carregadas eletricamente. Centros de cargas elétricas intensas, positivas e negativas, se formam dentro dessas nuvens.

Em determinado momento, a nuvem descarrega a grande tensão elétrica acumulada dentro dela através de um caminho de plasma na atmosfera, transportando elétrons por ele na forma de uma corrente elétrica, de maneira tão rápida que faz o ar ao redor se aquecer e se iluminar, resultando no fenômeno do relâmpago, que ao atingir o solo é chamado de raio. O raio pode descer da nuvem para o solo ou percorrer o caminho contrário do solo até a nuvem”, explica Raul Fritz. Para hoje e amanhã, a previsão da Funceme é de nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões do Ceará.

A pesar da expressiva precipitação na Capital, ela não esteve entre os cinco municípios em que mais houve chuva no dia de ontem, segundo dados da Funceme. Fortaleza, que registrou 54,6 milímetros de chuva, ficou em nono lugar entre os municípios do Estado. O maior registro foi no posto Lagoa Funda, em Beberibe (96 mm), seguido pelo posto Uruaú Carrapicho, também em Beberibe (95 mm); São Gonçalo do Amarante (80 mm); Morada Nova (67 mm); Eusébio (58 mm); Piquet Carneiro (57 mm) e Pindoretama (55 mm). Em todo o Estado, foram registradas ocorrências de chuva em 166 dos 245 postos informados.

OE/Redação.

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