Chove em cerca de 25 municípios do Ceará; Tauá registra 60 mm

Chuvas foram registradas em, pelo menos 29 municípios do Ceará no intervalo entre as 7h desta quinta-feira, 22, e as 7h desta sexta-feira, 23, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Na previsão realizada ontem, a Unidade de Tempo e Clima da Funceme já havia indicado possibilidade de precipitações. Conforme o meteorologista Raul Fritz, as chuvas do intervalo de 24 horas deram-se por alterações atmosféricas próximo à Linha do Equador.

“As precipitações que ocorreram no Estado aconteceram devida à formação de áreas de instabilidade associadas ao deslocamento temporário da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em direção ao litoral do Ceará”, explica.

Até o momento, o maior registro de chuva foi em Tauá, município do Sertão Central e Inhamuns, com 60 milímetros. A Funceme ainda aponta 57,5 mm em Arneiroz, 53 mm em Catarina e ainda 50 mm em Orós, todos na mesma região. Os dados ainda são parciais e podem ser acompanhados pelo Calendário de Chuvas no site da Funceme ou por meio do aplicativo de mesmo nome, disponível gratuitamente para Android e iOS.

Durante a manhã desta sexta, a Rede de Radares mantida pela Funceme continua registrando chuvas, principalmente na porção oeste do Sertão Central. Para hoje, a previsão do tempo indica nebulosidade variável com eventos de precipitações no centro-norte do Estado. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado. Situação semelhante para o sábado, 24.

Já para o domingo, 25, os meteorologistas do órgão estadual apontam nebulosidade variável com eventos de chuva em todo o Ceará.

Temperatura

Apesar das chuvas entre quinta e esta sexta, determinados municípios do Estado continuaram registrando altas temperaturas. Em Jaguaribe, a máxima foi de 39,6°C e 39,1°C em Morada Nova. Conforme dados no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), estas foram as maiores temperaturas do País no intervalo de 24 horas.

Fonte: INMET

Fritz explica que, nesta época do ano, a quantidade reduzida de chuvas, pouca nebulosidade, condições secas à superfície e ventos, em geral, mais fracos contribuem para este cenário de calor.

“A sensação térmica aumenta em virtude dessas altas temperaturas, ventos menos intensos e progressiva elevação da umidade do ar à medida que nos aproximamos de dezembro e do mês de janeiro. O calor sentido por cada um nós diminuirá quando o céu vier a permanecer mais nublado e as primeiras chuvas chegarem – o que pode acontecer na Pré-Estação. Portanto, dezembro e janeiro são os meses mais quentes do ano, principalmente se chover pouco nesses meses”, finaliza o especialista da Funceme.

Da rede/redação.

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