Sem aval de Aras, força-tarefa da Lava Jato é prorrogada por um ano

A subprocuradora Maria Caetana Cintra dos Santos, do Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal), decidiu nesta terça-feira (1º) prorrogar a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, por um ano. A decisão liminar (provisória) contraria a cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República). Composta por 14 procuradores de primeira e segunda instância, a força-tarefa tinha funcionamento garantido apenas até o dia 10 de setembro.

O pedido de renovação da equipe foi apresentado pelo grupo da Lava Jato no Paraná na semana passada. Maria Caetana Cintra dos Santos concedeu a liminar, mas submeteu o tema a debate no Conselho Superior para referendo. A sessão que discutirá o tema ainda não está marcada.

A decisão de Maria Caetana foi tomada horas após o anúncio da saída do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que decidiu trocar de posição com o procurador Alessandro Fernandes Oliveira, também do MPF no Paraná. Aras teria condicionado a renovação da operação à saída de Dallagnol do posto.

Aliados do procurador-geral Augusto Aras criticaram a decisão da conselheira, afirmando que a o Conselho Superior do MPF não tem poder para decidir sobre a designação de procuradores de primeira instância, mas apenas para decidir sobre o empréstimo de procuradores de segunda instância – que são apenas dois na Lava Jato: Orlando Martello e Januário Paludo.

R7