Produção industrial do Ceará cresce 5,7%

Entre julho e agosto, a produção industrial do Ceará registrou uma alta de 5,7%. O resultado foi maior que a média nacional de 3,2%. Os dados são da Pesquisa Mensal da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que o Estado conseguiu superar o patamar do período anterior a pandemia do novo coronavírus.
O Ceará foi o único do Nordeste a crescer mais que o Brasil. Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, a pesquisa revela claros sinais de recuperação, pois o Ceará retomou as posições pré- pandemia. “O Ceará não só terminou o ano de 2019 com boa taxa de crescimento, alcançou o dobro do Brasil, como também estava tendo bons resultados na economia nos meses de janeiro e fevereiro”, lembrou Maia Júnior.
Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção industrial cearense avançou 5,3% em agosto deste ano. “Esses números nos dão ânimo, pois sinalizam que temos um bom restante do ano. Não só pelos números da produção industrial como também o destaque na geração de empregos, revelado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e o saldo positivo de abertura de empresas no ano de 2020, o crescimento do consumo de energia”, analisa o secretário.
Atividades
As atividades de indústria do Estado que se destacaram em agosto de 2020, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, foram: produtos alimentícios (5,03%); couro, artigos para viagens e calçados (2,85%); e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,63%).
“Um outro ponto positivo é a atração de investimentos mesmo durante a pandemia. Conseguimos atrair grandes empresas para o Ceará de vários clusters e tudo isso conta para bons resultados futuros. Esperamos que a economia possa crescer e gerar as oportunidades tão esperadas pelo povo cearense”, avalia o secretário.
Competição
Sendo o Ceará o único do Nordeste a ter resultados positivos, o titular da Sedet acredita que, com isso, o Estado passa a estabelecer uma forte competição com Estados do Sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo. Além do Ceará, outros quatro Estados tiveram resultados superiores a média nacional: Santa Catarina (6,0%), Rio Grande do Sul (5,2%), Amazonas (4,9%), São Paulo (4,8%) e Rio de Janeiro (3,3%).
Também houve recuperação, em agosto, no Paraná (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Goiás (1,2%) e Bahia (0,9%). Já as quedas foram em Pernambuco (-3,9%) Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-0,4%).
Nacional
Em agosto, a produção industrial brasileira emendou o quarto mês seguido de alta após tombo recorde causada pela pandemia da Covid-19 no Brasil, mas ainda não conseguiu recuperar as perdas do pior período da crise. O crescimento foi de 3,2% em comparação com o mês anterior, de acordo com dados do IBGE.
Nos quatro meses de recuperação, o setor ainda não compensou a perda de 27% entre março e abril, quando a pandemia atingiu o país e levou ao fechamento de comércio, bares, restaurantes e shoppings, a fim de promover o isolamento social para conter o avanço do coronavírus.
No pico da Covid-19, com tombos de 9,1% em março e 18,8% em abril, a produção industrial brasileira atingiu o pior patamar da história. Diante desse cenário, o setor ainda continua 2,6% abaixo do nível de fevereiro, período pré-pandemia. No acumulado do ano, a indústria brasileira recuou 8,6%.
O gerente do IBGE André Macedo vê o setor em recuperação, mas ainda com partes de sua produção a serem resgatadas. “Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias”, apontou.

OE

Participe, envie sua notícia direto para o nosso Whatsapp.
Powered by