Nordeste fecha 30,3 mil empregos em janeiro

Contrariando o movimento nacional, em janeiro – em que o Brasil gerou 34.313 mil vagas de emprego com carteira assinada – o Nordeste fechou as portas de emprego para 30.279 trabalhadores, destacando-se no cenário nacional como a região que mais cortou vagas no País, no período, com queda de 0,48% sobre dezembro. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado, ontem, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O Ceará também registrou cortes de empregos formais, com 4.982 vagas a menos (queda de 0,43%) – decorrente do saldo de 29.832 admissões e 34.814 cortes –, ocupando o quinto lugar entre os 16 estados que tiveram baixa no período. As principais quedas vieram do comércio (corte de 2.291 vagas, queda de 1,16%) e construção civil (1.031 cortes, -1,55%). A indústria fechou 619 postos (-0,27%), seguida de administração pública (-239, ou -0,39%) e agropecuária (-248, ou -1,08%). Na Região Metropolitana de Fortaleza, os cortes somaram 3.777 vagas – com destaque para a capital (-3.080 empregos a menos)

Balanço
No País embora houvesse crescimento, o dado é pior do que o registrado em janeiro de 2018, quando foram criadas 77,8 mil vagas. De acordo com o Caged, os setores com melhor desempenho foram o de serviços, que criou 43,4 mil vagas, e a indústria, com 34,9 mil empregos. Após o encerramento do período de vendas do Natal, janeiro trouxe perdas no comércio, que cortou quase 66 mil vagas formais no mês. Do saldo do mês, 10% dizem respeito a empregos criados no chamado regime de trabalho intermitente, modelo criado pela reforma trabalhista no qual não há jornada fixa regular e o profissional é chamado de acordo com a necessidade do empregador. Foram 3,4 mil vagas nessa modalidade. No acumulado de 12 meses encerados em janeiro, foram criados 471,7 mil empregos com carteira assinada no país.

Por estados, os menores saldos de emprego foram verificados no Rio de Janeiro, com -12.253 postos (-0,37%); Paraíba (-7.845 postos, queda de-1,94%), Pernambuco (-7.242 postos, -0,58%); e Alagoas (-5.034 postos, -1,43%). Além do Ceará, na sequência, estão Pará, com -2.919 empregos (-0,40%); e Piauí, com -1.905 postos (-0,65%). Por outro lado, onze das 27 Unidades Federativas (UFs) fecharam o mês com variação positiva no saldo de empregos. Os maiores resultados ocorreram em Santa Catarina, com 20.157 postos (1,01%); São Paulo, com 14.638 postos (0,12%); Rio Grande do Sul, com 12.431 postos (0,49%); Mato Grosso, com 11.524 postos (1,68%); Paraná, com 9.145 postos (0,35%); Mato Grosso do Sul, com 6.094 postos (1,21%); e Goiás, com 3.777 postos (+0,31%).

O desempenho regional também apresentou variações distintas. Em janeiro, três regiões apresentaram saldo de emprego positivo, como é o caso das regiões Sul (41.733 postos, 0,59%), Centro-Oeste (22.802 postos, 0,71%) e Sudeste (6.485 postos, 0,03%). Acompanhando o saldo negativo do Nordeste, está apenas o Norte (-6.428 postos, -0,36%).

Setores
Em termos setoriais, houve crescimento em cinco dos oito setores econômicos. Os dados registram expansão no nível de emprego em Serviços (43.449 postos), indústria de transformação (34.929 postos), construção civil (14.275), agropecuária (8.328 postos) e extrativista mineral (84 postos). Ocorreu redução no nível de emprego nos setores do comércio (-65.978 postos), administração pública (-686 postos) e serviços industriais de utilidade pública (-88).

Os Serviços foram o principal destaque na geração de emprego de janeiro. Foram registradas 573.615 admissões e 530.166 desligamentos, resultando em um saldo de 43.449 postos de trabalho, um crescimento de 0,25% sobre o mês anterior. Esse resultado foi impulsionado pelo subsetor do comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (23.318 empregos), Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários (15.163 empregos) e Ensino (5.152 empregos).

O segundo maior saldo positivo de janeiro foi da indústria de transformação. Foram registradas 236.226 admissões e 201.297 desligamentos, ocasionando saldo positivo de 34.929 postos e o crescimento de 0,49% em relação ao mês anterior. Onze dos 12 subsetores apresentaram saldo positivo. Os destaques foram a Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (9.276 postos, +1,13%), Indústria de Calçados (5.870 postos, +2,13%) e Indústria Mecânica (5.502 postos, +1,03%).

Já a construção civil teve o terceiro maior saldo positivo do mês. Foram registradas 121.822 admissões e 107.547 desligamentos, implicando saldo de 14.275 postos de trabalho, alta de 0,72% em relação ao mês anterior. Os subsetores com melhores índices foram a construção de edifícios (5.828 postos), montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (3.884 postos) e obras de acabamento (1.862 postos).

OE.

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