Nomes da equipe de Sarto podem ser fechados amanhã

A eleição municipal deste ano foi mais corrida do que costuma ser, devido ao adiamento provocado pela pandemia da covid-19. Com isso, o período de campanha, além de ser mais abreviado, ocorreu cerca de um mês depois do normal e o tempo restante para a transição entre a atual gestão e a gestão seguinte fica mais curto. Reflexo disso é a agenda para a formação de uma equipe de governo para o prefeito eleito José Sarto (PDT) em Fortaleza, que terá a primeira reunião nesta quarta-feira (2), com nomes já podendo ser fechados nesse primeiro encontro.
O decreto que definirá a equipe de transição entre os dois governos, segundo o próprio Sarto, deve ser publicado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) ainda no início desta semana, possivelmente hoje. O processo da transição, incluindo definição de todos os nomes do secretariado, anúncio desses nomes, diplomação do eleito e preparativos para a posse terão que ser resolvidos no equivalente a um mês, levando em conta que o prefeito assumirá o comando da Capital no dia 1º de janeiro.
O prefeito eleito comentou, ao falar com jornalistas na noite de domingo (29), após o anúncio de sua vitória, que já tem nomes pensados para a formação de sua equipe de governo, mas que eles ainda não seriam divulgados. Há a possibilidade de se manterem algumas pessoas que ocupam cargos de peso hoje no Executivo municipal, uma vez que Sarto trabalha com a ideia de continuidade à gestão de Roberto Cláudio, ideia que inclusive foi amplamente trabalhada em sua campanha ao longo do período eleitoral.
Outros partidos terão participação certa na composição da nova Prefeitura. Sarto entrou na disputa em Fortaleza, já no período das convenções, com 10 siglas em sua coligação: além do PDT, integravam esse amontoado PSB (partido do vice-prefeito eleito, Élcio Batista), PSDB, DEM, PSD, Rede, PL, PTB, PP e Cidadania. Além desses, pelo menos outras 7 legendas se juntaram em torno de Sarto no segundo turno contra Capitão Wagner (Pros): PT, PCdoB, Psol, UP, Solidariedade, PV e Patriota.
Perguntado sobre o assunto após vencer, ele disse que pretende ouvir todos. “Evidentemente ninguém governa sozinho. Eu vou ouvir as melhores inteligências de todos os partidos, vamos construir essa cidade a várias mãos e a várias cabeças”, disse ele. Destacou, por outro lado, que alguns dos que se aglutinaram no segundo turno fazem questão de não participar do governo, comprometendo-se em fazer oposição, como no caso do Psol. Sarto destaca ainda que é importante estudar o que há de se aproveitar das propostas dos derrotados em seu próprio plano de governo.
Wagner
O candidato derrotado no segundo turno, Capitão Wagner, antecipa que acomodar 17 partidos em uma só gestão deverá ser uma “dor de cabeça” para o prefeito eleito. Ele também avalia que, tendo essa quantidade de legendas apoiando a candidatura do oponente, além de suporte das máquinas públicas estadual e municipal, o resultado apertado nas urnas demonstra que a população não respondeu bem a essa aglutinação de letras. “Isso é sinal de que o povo meio que não gosta, não acredita quando todos os partidos se juntam numa mesma candidatura.”

OE

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