Natal de Amor: solidariedade a pacientes em leitos de hospitais

Natal é tempo de paz, de amor, de fraternidade e também de solidariedade. Há 23 anos, o projeto Natal de Amor leva momentos de carinho e atenção aos pacientes que passam a data nos leitos de hospitais públicos de Fortaleza. Ontem, mais uma vez, o dia foi de emoção. 

O jovem Francisco James se recuperava de um tiro no braço, no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), quando foi surpreendido pela presença do Papai Noel e os demais voluntários que entregavam presentes e palavras de conforto, esperança, estímulo e cantavam músicas natalinas. “Fiquei muito feliz. É legal saber que ainda tem muita gente boa nesse mundo, que gostam de fazer o bem. Achei muito bom, realmente traz alegria a nós que estamos aqui”, disse motoboy. A iniciativa não emocionava apenas os pacientes, mas também os acompanhantes e funcionários. Nos corredores, muito choro de alegria. 

A cada dia 25 de dezembro, os voluntários do Natal de Amor visitam os hospitais públicos e distribuem brinquedos, kits de higiene e de maternidade. Mas, o mais importante, levam o amor. Este ano, terceiro a coordenadora geral do projeto, Sâmia Gomes, foram mais de 800 voluntários distribuídos em 13 grupos que visitaram 22 hospitais. Em cada grupo, um Papai Noel entregava os presentes. “Comemoramos 23 anos de Natal de Amor. Tudo começou por uma iniciativa de amigos que queriam um Natal diferente e foram para o município de Guaiúba. Lá, doaram presentes e com os que sobraram, resolveram fazer as entregas em outros locais. E assim, foi surgindo a ideia de entregar em hospitais”, lembra Sâmia.

O que motiva a continuar o trabalho, segundo ela, é o resultado obtido a cada ano. “A gente vai visitar pensando que vai doar, mas, na verdade, a gente sai de lá cheio de graça. O olhar de cada enfermo quando nos vê chegando, estando longe da família, e recebendo de nós um apoio, um acolhimento, uma palavra amiga, esse olhar nos gratifica e nos dá uma sensação de que o caminho é esse mesmo, o caminho solidário, de amor. Ver pessoas enfermas que no outro ano nos procura para visitar outras pessoas enfermas, isso é gratificante e faz a gente não querer parar”, disse.

Os voluntários começam a arrecadar os presentes em meados de setembro. São pessoas que convidam amigos a doar, e depois todos são embalados da mesma forma. Para Sâmia, a iniciativa reverte os momentos de intolerância e sofrimento. “A gente assiste tanta coisa que faz mal ao nosso coração, que as pessoas ficam admiradas: como é que um monte de gente sai de suas casas para dar amor, simplesmente?”, conclui. 

Satisfação

Emocionada, Mazé Nunes disse que não conseguia falar sem chorar. “Sempre me emociono. Esse aqui é o Natal que acredito, um Natal diferente, de olhar para o outro com carinho, porque a gente vive em um mundo tão egoísta. Natal não é só ceia, música, bebida. Está igual ao Carnaval. E não é isso. É carinho, é amor, que foi isso que Jesus deixou”, falou a professora. 

Já a estudante Cíntia Melo, participou pela segunda vez e promete continuar pelos próximos anos. “Me identifico com essa iniciativa. É algo que todo mundo aceita. É o amor. Todos conversam e não há diferença. Sinto bondade e prazer em estar fazendo algo de bom a outras pessoas”.

Também voluntário há oito anos, o funcionário público Alexandre Ricardo, disse que, para ele, o momento é de retribuir o que recebe de Deus e que a sensação é indescritível ao fazer o bem. “É muito importante, porque muitas dessas pessoas são do interior e, na data de hoje, acabam não recebendo notícia. Quando chega essas pessoas com carinho e Papai Noel, só vendo mesmo para saber a emoção que a gente sente. A gente também conversa, leva uma palavra, mas o presente é o menos importante. O mais importante é a alegria que essas pessoas sentem”, pontuou.

OE

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