Governador Camilo Santana prevê 1,7 milhão de doses da vacina da Fiocruz para o Ceará

Foi lançado na manhã de quarta-feira (16), pelo Governo Federal, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. Quem assistiu ao lançamento foi o governador do Ceará, Camilo Santana (PT). Além de acompanhar a ratificação da medida, ele anunciou que o Estado deve receber 1,7 milhão de doses da vacina Fiocruz, em parceria com o laboratório Astrazeneca e a Universidade de Oxford, ainda durante o primeiro semestre de 2021. Profissionais da saúde e pessoas do grupo de risco são prioridade para o início de campanha.
“A expectativa é que a gente já possa no mês de fevereiro, prioritariamente com os profissionais de saúde, pessoas idosas e com comorbidades. O Ministério já garantiu que, independente de ser a vacina do Butantan, a de Oxford ou a da Pfizer, qualquer uma delas que seja certificada será a vacina iniciada para aplicação nos brasileiros, inclusive no Ceará”, assegurou Camilo. Por estarem na linha de frente no enfrentamento à doença, os responsáveis pela área de saúde, ainda segundo o chefe do executivo estadual, seriam o primeiro grupo a receber a dose da vacina.
Além dos perfis já citados, população indígena, professores, trabalhadores das forças de segurança, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade também estão inseridos no grupamento de risco. A vacinação desses grupos corresponde a um número de 1.794.076 pessoas.
Com a intenção de garantir o começo da campanha de vacinação, Camilo confirmou que o estado já está agindo nessa preparação. “No Ceará, estamos comprando seringas, agulhas, refrigeradores. A partir do momento que o Estado recebe a vacina, é nossa responsabilidade distribuir para os municípios”, certifica.

Confiabilidade
Com data estimada para o início do processo de vacinação, alguns cidadãos ainda não estão totalmente seguros quanto à eficácia da vacina. O radialista Aluísio Lima, 70, pondera esperar um pouco mais antes de ser submetido à imunização. “Prefiro esperar mais estudos que comprovem o sucesso da vacina. Não podemos tomar a primeira que chegar. Isso requer uma análise mais aprofundada. Aguardar mais um tempinho não será um desastre”, reflete.
Também integrante da faixa prioritária, o aposentado Francisco Sérgio, 68, enxerga no imunizante da Fiocruz um grande aliado no combate ao novo coronavírus. Segundo ele, a aposta que será feita é “um passo para tentar erradicar a doença”. Opinião que é compartilhada por Edinar do Nascimento, 60. “Desde que tenha os certificados dos órgãos de saúde, não vejo nenhum problema em tomar a vacina.”, declara.
Apesar da desconfiança de uma fração da população, a infectologista Melissa Medeiros explica que a segurança e a confiabilidade do imunizante são medidas pelo percentual de reação. De acordo com ela, a taxa de reação das vacinas disponíveis é mínima. “Temos sempre que calcular o risco-benefício, que consiste na relação entre o índice de efeitos colaterais que o medicamento pode causar e o número de vidas que pode salvar”, expõe.

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