Covid-19: número de mortos no País passa de 60 mil

 O Brasil ultrapassou nessa quarta-feira (1º) a marca de 60 mil mortos pela Covid-19. São 60.194 vítimas da doença e 1.426.913 casos confirmados, segundo levantamento do consórcio de veículos formado por Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL. O primeiro óbito no país foi anunciado em 16 de março; dois meses e meio depois, em 2 de junho, 30 mil tinham perdido a vida, número que dobrou em menos de um mês.
Desde o dia 12 de junho, só os Estados Unidos têm mais mortos que o Brasil no mundo: por lá, são até agora mais de 127 mil óbitos. O Brasil também é vice-líder no ranking de casos, com mais de 1,4 milhão de infectados -número que, segundo estudos, pode ser até dez vezes maior, dada a carência de testes e a consequente subnotificação. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem desde o início da pandemia minimizando a doença e defendendo a reabertura econômica, não se pronunciou sobre os números desde que o país atingiu a triste marca de 50 mil mortos, em 20 de junho.
Ele tem participado de manifestações e visitado comércios e outros locais sem máscara, gerando aglomerações, enquanto o Ministério da Saúde de seu governo encontra-se ocupado há 45 dias por um interino, general Eduardo Pazuello, desde a saída de Nelson Teich, que ficou apenas um mês no cargo. Sob pressão de empresários e de parte da população, estados e municípios têm promovido a reabertura de comércio, shoppings, salões de beleza e restaurantes, entre outros tipos de estabelecimentos, ainda que os números indiquem que os casos e mortes aumentaram nos locais que o fizeram.

São Paulo
No estado de São Paulo, por exemplo, quatro regiões que flexibilizaram a quarentena mais rápido tiveram que regredir a uma fase anterior diante da piora de indicadores como ocupação de leitos de UTI, crescimento da doença e mortes. Dois estados, Rio e São Paulo, já contam mais de 10 mil óbitos cada um. Com mais de 100 mil doentes são quatro: Pará e Ceará, além dos dois do Sudeste.
Há mais casos de coronavírus no Amapá, com seus 846 mil habitantes, do que no Japão, onde moram 125,5 milhões de pessoas -no país asiático, o vírus chegou mais de um mês antes do que no Brasil. A cada 30 amapaenses, um recebeu o diagnóstico da doença. Em termos proporcionais, o Brasil tem 29 mortos a cada 100 mil habitantes. O índice é menor que o dos EUA (39) e da Itália (58), por exemplo, mas excede o de países com mais sucesso no controle da doença, como Alemanha (11), Portugal (15) e a vizinha Argentina (3).
No último dia 18, o Ministério da Saúde chegou a dizer que o Brasil caminhava para a estabilização do número de novas mortes. Uma semana depois, no entanto, recuou e admitiu que o país ainda registra avanços na doença. Com a flexibilização de medidas de isolamento social em várias partes do Brasil, especialmente nas capitais, especialistas temem que a Covid-19 faça ainda mais vítimas.

Vacina
A vacina do laboratório chinês Sinovac será testada em outros quatro estados, além de São Paulo: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Em Brasília, no Distrito Federal, também serão realizados testes.
Ao todo, 12 centros no país devem conduzir as pesquisas. A notícia foi dada pelo governo paulista, João Doria (PSDB), durante a coletiva de imprensa nessa quarta-feira (1º). Doria informou também que a expectativa é que a Anvisa aprove o início dos testes ainda nesta semana. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse que os testes são realizados um para um, ou seja, um voluntário recebe a vacina e outro o placebo.

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