Covid-19: Brasil registra mais de mil mortes pela primeira vez em 24 horas

Em 24 horas, mais de mil brasileiros entraram para a lista de fatalidades pelo novo coronavírus. Esta foi a primeira vez que o país registrou um acumulado que superou a barreira de centenas de fatalidades, entrando para a casa de milhares. São 17.971 mortos pela doença, um incremento de 7% de um dia para o outro. A explosão da curva não foi pauta da coletiva de imprensa para atualizar ações de combate à covid-19, que foi realizada mais cedo nesta terça-feira (19/5) e teve como foco o anúncio da campanha para doação de leite materno. 


O aumento no número de casos também bateu recorde. São 271.628 infectados pela doença, 17.408 casos a mais que segunda-feira (18). Em comparação com o mundo, o Brasil segue em terceiro lugar do ranking de países no mundo com mais pessoas diagnosticadas e só fica atrás dos Estados Unidos e da Rússia. Ao analisar o número de vítimas, o Brasil é o sexto país com mais óbitos pela doença, ficando atrás apenas dos EUA, Reino Unido, Itália, França e Espanha, nesta ordem. 

Em 24 horas, mais de mil brasileiros entraram para a lista de fatalidades pelo novo coronavírus. Esta foi a primeira vez que o país registrou um acumulado que superou a barreira de centenas de fatalidades, entrando para a casa de milhares. São 17.971 mortos pela doença, um incremento de 7% de um dia para o outro. A explosão da curva não foi pauta da coletiva de imprensa para atualizar ações de combate à covid-19, que foi realizada mais cedo nesta terça-feira (19/5) e teve como foco o anúncio da campanha para doação de leite materno. 
O aumento no número de casos também bateu recorde. São 271.628 infectados pela doença, 17.408 casos a mais que segunda-feira (18). Em comparação com o mundo, o Brasil segue em terceiro lugar do ranking de países no mundo com mais pessoas diagnosticadas e só fica atrás dos Estados Unidos e da Rússia. Ao analisar o número de vítimas, o Brasil é o sexto país com mais óbitos pela doença, ficando atrás apenas dos EUA, Reino Unido, Itália, França e Espanha, nesta ordem. 

O aumento do número de casos e vítimas que continua crescente no Brasil preocuopa pois muito sistemas de saúde já indicam a possibilidade de um colapso. No epicentro da doença no país, São Paulo, o número de pessoas internadas por causa da covid-19 é alto. 
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Há 9,5 mil pacientes internados, sendo 3.659 em UTI e 5.902 em enfermaria.  A taxa de ocupação

dos leitos de UTI reservados para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus é de 71,4% no Estado de São Paulo e 88% na Grande São Paulo. 

Possibilidade de colapso

O aumento do número de casos e vítimas que continua crescente no Brasil preocupa, pois muito sistemas de saúde já indicam a possibilidade de um colapso, especialmente em regiões mais carentes. “O Ministério da Saúde tem trabalhado em algumas ações para populações vulneráveis, dentre elas as pessoas privadas de liberdade, população de rua, população de campo, de floresta, de água, comunidades tradicionais e de favelas. A algumas dessas estamos fazendo parceria também com o Ministério da Cidadania. Temos ações em curso e outras também que já estão em processos e vias de serem publicadas”, disse a secretária substituta da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Daniela Ribeiro, sem especificar que tipo de ações, investimentos, e territórios de atendimento seriam esses.

Antes de falar de questões sensíveis ao coronavírus, a secretária iniciou a fala alertando que houve a diminuição de redução de 5% no número de doadoras nos quatro primeiros meses do ano. “Esta é a preocupação do Ministério da Saúde”. Em 2019, eram 61.146 lactantes oferecendo o leite. No mesmo período deste ano o número caiu para 58.155. 

Correio Braziliense (Foto: sanarmed)