Coordenadora da A3P da AL alerta para importância do consumo sustentável de água

Coordenadora da A3P da AL alerta para importância do consumo sustentável de água

Foto: DivulgaçãoPensar em preservar recursos naturais em um estado que tem quase a totalidade de seu território na região do semiárido nordestino é uma necessidade urgente. Apenas discutir sobre o assunto não resolve o problema e medidas concretas precisam ser adotadas por todos os habitantes, para que seja evitada a escassez total de bens essenciais como a água.

Atenta a essas questões, a coordenadora da Célula da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P) da Assembleia Legislativa, Morgana Ferreira, chama a atenção para atitudes que precisam ser adotadas para o consumo sustentável de recursos.

Ela assinala que o consumo vai muito além das águas que jorram das torneiras e chuveiros ou que chegam potáveis nas aquisições de garrafões. “Quando pensamos em poupar água, que é um recurso natural tão importante para manter a vida na Terra, devemos pensar na quantidade que gastamos de água por dia”, pontua.

Para fazer esse cálculo, de acordo com a coordenadora da A3P, é preciso pensar na água utilizada em ações do cotidiano, como tomar banho, preparar a comida ou lavar roupas, cujo gasto total aparece na conta do final do mês. Além desses dados, é importante salientar que há um gasto “invisível” de água nas nossas vidas, que é usada, por exemplo, durante a produção daquilo que é consumido, como produtos em geral. Para chegar a esses números da “água invisível”, pesquisadores analisam toda a cadeia de produção de um bem de consumo.

Morgana Ferreira exemplifica que, para a produção de uma calça jeans, o consumo de água equivale ao uso residencial de uma pessoa por três meses. Já a fabricação de um smartphone gasta, aproximadamente, 12.760 litros de água na produção. “Essa água é de extrema importância, principalmente para o Ceará, que enfrenta sazonalmente períodos seca, que podem se estender por vários anos”, assinala.

Segundo aponta, esses números devem nos fazer refletir também para os manejos inadequados do solo e que práticas nocivas contribuem para a destruição da mata que já está vulnerável após anos de estiagem, aumentando assim as queimadas. “No segundo semestre, com o clima quente, a vegetação seca e os ventos fortes, aumentou a incidência de focos ativos de fogo, necessitando de um grande volume de água para deter essas chamas. Na vegetação, o fogo pode se espalhar e tomar proporções maiores, destruindo plantios, pastagem e até causando acidentes”, alerta Morgana Ferreira.

A coordenadora alerta que o Brasil enfrenta um momento de intensas queimadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, atingindo importantes áreas, como a Amazônia, o Pantanal e até mesmo a Caatinga, que sofrem com a seca e conta com ventos fortes, que ajudam a alastrar o fogo. “Esses biomas são extremamente necessários para o equilíbrio ambiental e impactam diretamente no ciclo das chuvas em todo o País.”
GS/AT

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