Aluguel: Fortaleza acumula inflação de 5,88% até julho

Os valores dos aluguéis residenciais brasileiros oscilaram em 0,08% no mês de julho, em relação ao mês de junho – embora a inflação do País, medida pelo IBGE, fosse de 0,19%. Na passagem mensal, Fortaleza registrou o avanço de 0,21%, acompanhando o movimento sucessivo de alta desde fevereiro – após registrar, em junho, 0,86% –, sendo o sexto aumento seguido do ano. Com mais um aumento, a capital cearense acumula, de janeiro a julho, inflação de 5,88% – a quarta maior do País. As informações constam do Índice FipeZap, elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pela Zap Imóveis, que trata de unidades residenciais e acompanha, mensalmente, os preços dos imóveis em 11 capitais – incluindo Fortaleza e Distrito Federal.

Depois recuar para a terceira maior inflação nacional em junho, Fortaleza caiu para quinta posição, apesar de manter a trajetória de alta na maioria dos locais pesquisados no período. Em julho, Mucuripe, Meireles e Praia de Iracema figuram como os bairros mais caros, com metragem nos valores de R$ 22,25, R$ R$ 21,78 e R$ 21,41, respectivamente, enquanto que Bela Vista (R$ 10,14) e Henrique Jorge (R$ 10) registraram os menores valores médios.

Comportamento
A valorização acumulada, no ano (5,88%), desde janeiro, na capital cearense, continuou avançando, após saltar de 4,77% (até maio) para 5,67% (até julho), enquanto que, em 12 meses (terminados em julho), a variação avançou de 4,3% (no mês anterior) para 5,87% – com o valor médio dos imóveis de R$ 16,66 por metro quadrado – seguindo com o segundo preço mais barato do País, atrás de Goiânia (R$ 16,45).
Quanto à rentabilidade do aluguel – calculada por meio da razão entre os valores médios de locação (R$/m2) e venda (R$/m2) mensais – a capital cearense, em julho, apesar da nova inflação mensal, continua com a menor do País, com 0,29%, segundo o levantamento – abaixo, inclusive da média nacional (0,38%). Nesse recorte, as maiores variações foram registradas por Recife-PE (0,47%), São Paulo-SP (0,43%) e Salvador-BA (0,42%).

Balanço
No País, do total de 11 capitais pesquisadas, incluindo Fortaleza, seis registraram aumento no preço de locação, enquanto as outras cinco apresentaram redução – com destaque para Belo Horizonte (-0,74%), Rio de Janeiro (-0,58%) e Brasília (0,51%). Na passagem mensal, todos os seis aumentos foram acima da inflação esperada (IPCA/IBGE) para o período (0,19%), e três além do IGP-M (0,4%), segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), enquanto a menor variação ficou apenas com Salvador (0,19%). Na média nacional, a variação de 0,08%, entre junho e julho de 2019, teve influência de 15 das 25 cidades monitoradas, que apresentaram variação positiva no Índice.

No acumulado do ano (janeiro a julho), o índice acumula alta nominal de 3,53%, resultado que, embora supere a inflação de 2,42%, calculada pelo IPCA (IBGE), permanece abaixo da alta de 4,80% registrada pelo IGP-M (FGV). A comparação entre a variação acumulada do Índice FipeZap e o IPCA acumulado impõe ao preço médio de locação residencial uma alta real de 1,08% no período, reforçando tendência positiva observada nos períodos anteriores.

Considerando-se os últimos 12 meses, o Índice FipeZap acumula alta nominal de 3,88% – permanecendo, também neste caso, entre a inflação medida pelo IPCA (3,22%) e aquela calculada pelo IGP-M (6,39%). Tendo como referencial comparativo a variação do IPCA (IBGE) no período, o índice acumula uma alta real de 0,63% nos últimos 12 meses. Entre as capitais monitoradas, Florianópolis lidera com o maior aumento nominal no período (13,18%), sendo seguida por Curitiba (9,72%) e Brasília (7,11%). Por out ro lado, a cidade do Rio de Janeiro se mantém como a única capital monitorada pelo índice a apresentar recuo do preço médio do aluguel residencial nesse intervalo (-1,12%).

Valor médio
Quanto ao valor médio do aluguel de imóveis, em julho, nas cidades monitoradas, foi de R$ 28,95/m². Considerando as 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com a metragem mais cara (R$ 38,80/m²), seguido por Rio de Janeiro (R$ 30,46/m²) e Brasília (R$ 28,8/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de locação residencial, no último mês analisado, destacaram-se: Goiânia (R$ 16,45/m²), Fortaleza (R$ 16,66/m²) e Curitiba (R$ 19,08/m²).

Comparando-se o preço médio de locação com o preço médio de venda dos imóveis, é possível obter uma medida da rentabilidade para o investidor que opta por alugar seu imóvel. O indicador é relevante, em particular, para se avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outras opções de investimento disponíveis. Com ligeira alta frente ao percentual de dezembro de 2018 (4,43%), o retorno médio (anualizado) do aluguel residencial avançou para 4,61%, superando o retorno médio oferecido por aplicações financeiras de referência.

OE

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